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Câncer de pele

Dermatoscopia: o que é e como costuma ser a avaliação

A dermatoscopia é um exame em que o especialista usa um aparelho que permite ver algumas camadas da pele que não se veem a olho nu. O INCA escreve que o diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, por exame clínico, e que a dermatoscopia é necessária em algumas situações. Qualquer alteração numa pinta ou numa mancha precisa de avaliação médica.

Por Equipe editorial Saudesa

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Conteúdo informativo produzido a partir de fontes públicas, sem revisão de profissional de saúde. As fontes estão no fim da página.

Qualquer pinta ou lesão que mude precisa de avaliação presencial com médico. Pelo SUS, a porta de entrada é a unidade básica de saúde.

O que é a dermatoscopia

O INCA, na página para a população sobre câncer de pele não melanoma, define assim o exame: “Em algumas situações, é necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu.” (INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população), seção Diagnóstico: nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026.) A mesma frase aparece na página do INCA sobre melanoma.

Essa é a definição que esta redação encontrou em fonte oficial aberta. Como o aparelho funciona, o que o médico procura nas imagens e quanto tempo o exame leva não estão nas páginas do INCA para o público que foram abertas, e por isso não aparecem aqui. O site não completa de memória o que a fonte não diz.

Onde ela entra na avaliação

O ponto de partida, segundo o INCA, é o exame clínico: “O diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, através de exame clínico.” (INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população), seção Diagnóstico: nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026.) No texto do INCA, a dermatoscopia vem em seguida, como recurso de algumas situações, e não como etapa de toda consulta. Quais situações são essas, o INCA não detalha, e cabe ao médico que examina a pele decidir.

O passo seguinte também é descrito sem número de casos: o INCA diz que alguns casos exigem um exame invasivo, que é a biópsia (INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população), seção Diagnóstico: nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026.). Biópsia e dermatoscopia são exames diferentes. Quem quiser ler sobre a biópsia como exame pode consultar a página sobre biópsia do Examesperto, site da mesma rede (a dermatoscopia não tem página lá).

Dermatoscopia digital e mapeamento do corpo

A SBD, ao descrever a dermatologia oncológica, fala em exames não invasivos, como o mapeamento corporal total e a dermatoscopia digital, usados para mapear áreas e lesões suspeitas, inclusive aquelas que não podem ser vistas a olho nu (SBD, Áreas Dermatológicas, seção sobre câncer da pele: nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026.). É a descrição de uma sociedade médica sobre o trabalho do dermatologista. Ela não diz quando cada variação é usada, e esta página também não.

O que este site faz e o que não faz

Este site não analisa foto de pinta nem de mancha, não oferece pontuação e não classifica nenhuma lesão. Este site não tem como saber, por texto ou por foto, o que uma alteração é. A avaliação é feita por um médico.

A regra ABCDE, que o INCA descreve para pintas e para o melanoma, aponta “sinais sugestivos de tumor de pele do tipo melanoma:” (INCA, câncer de pele melanoma (versão para a população), seção Detecção precoce: nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026.) e não faz diagnóstico. O que ela diz, e o que ela deixa de dizer, está em regra ABCDE: o que o INCA publica.

Duas páginas do INCA, dois grupos de câncer de pele

O INCA mantém uma página para o melanoma e outra para o câncer de pele não melanoma, e cada uma descreve a doença à sua maneira. A regra ABCDE vem da página do melanoma. A frase sobre a dermatoscopia, o exame clínico e a biópsia aparece nas duas. Por isso esta página usa as duas, e diz de qual vem cada citação. Qual dos dois grupos uma alteração na pele representa, ou se representa algum, só se define em consulta.

Uma ressalva que vale nos dois sentidos

Depois de descrever a regra, o INCA faz uma ressalva: “Na maior parte das vezes alterações como estas na pele não são causadas por câncer, mas é importante que elas sejam investigadas por um médico.”INCA, câncer de pele melanoma (versão para a população), seção Detecção precoce: nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026.

As duas metades da frase contam. A maioria das alterações não é câncer, e mesmo assim a orientação é que um médico as investigue. Quem notou que uma pinta ou uma mancha mudou não fica com a tarefa de decidir sozinho se a mudança importa: o caminho é a consulta. As situações em que o INCA manda procurar o dermatologista estão em quando procurar um dermatologista.

Consulta anual e rastreamento: duas orientações diferentes

Duas orientações aparecem nas fontes, e esta página não escolhe entre elas.

A SBD recomenda: “Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.”SBD, Câncer da pele, seção de proteção: nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026.

O INCA separa duas situações. O diagnóstico precoce é a investigação de “pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença”, e o rastreamento é a busca em “pessoas sem sinais ou sintomas” que pertencem a grupos com maior chance de ter a doença (INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população), seção Detecção precoce: nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026.). Sobre o rastreamento do câncer de pele não melanoma, o INCA diz: “Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de pele não melanoma traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.” (INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população), seção Detecção precoce: nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026.) Na sequência, o próprio INCA acrescenta: “Entretanto, é importante que todos estejam atentos a qualquer modificação na pele.”INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população), seção Detecção precoce: nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026.

A orientação do INCA sobre rastreamento trata de quem não tem alteração. Para quem percebeu mudança, a orientação é a investigação por um médico.

O que perguntar na consulta

Esta redação não encontrou fonte oficial aberta que descreva a consulta passo a passo, e por isso não a descreve. O leitor pode levar perguntas que não dependem de roteiro:

  • Qual exame será feito nesta consulta e por quê?
  • Alguma lesão ficará em acompanhamento, e quando é a próxima avaliação?
  • Se houver indicação de biópsia, o que ela envolve e como o resultado será entregue?
  • Com quem tirar dúvidas depois da consulta?

Depois da consulta e pelo SUS

No SUS, a avaliação costuma começar pela atenção básica, e o caminho até o dermatologista varia por município. Ele está descrito em câncer de pele no SUS e em dermatologista pelo SUS: como conseguir a consulta. Para encontrar clínicas de dermatologia por cidade, use a busca da página inicial. A proteção contra o sol, que faz parte da prevenção, está em proteção solar e prevenção do câncer de pele.

Datas das fontes

A página do INCA sobre câncer de pele não melanoma exibe atualização em 07/07/2023, mas as referências dela citam acesso em 21/11/2025, e a data exibida pode estar defasada. A página do INCA sobre melanoma exibe atualização em 16/09/2025. As páginas da SBD não exibem data ao leitor; os metadados indicam modificação em 24/10/2024 para a página sobre câncer da pele e em 23/10/2024 para a página de áreas dermatológicas. Todas foram lidas em 03/11/2026 e abertas de novo em 06/11/2026, com o mesmo texto nos trechos citados.

Perguntas sobre câncer de pele

O que é dermatoscopia?

Segundo o INCA, é um exame no qual o especialista usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele que não são vistas a olho nu. O INCA diz que o especialista a utiliza em algumas situações. Quem decide se ela é necessária no seu caso é o médico, na consulta.

Dermatoscopia é a mesma coisa que biópsia?

Não. O INCA descreve a dermatoscopia como exame feito com um aparelho e a biópsia como exame invasivo, necessário em alguns casos. Os dois são citados à parte pelo INCA, e a indicação de cada um é do médico que avalia a pele.

Quem faz a dermatoscopia?

O INCA fala em especialista e diz que o diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, por exame clínico. Esta redação não encontrou, em fonte oficial aberta, uma regra que diga quem pode operar o aparelho, e por isso não afirma isso.

Toda pinta precisa de dermatoscopia?

O INCA diz que ela é necessária em algumas situações, e não em todas. Isso não dispensa a consulta: o INCA orienta que alterações na pele sejam investigadas por um médico, principalmente se não melhorarem em poucos dias.

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Fontes

4 fontesConsultadas em 03/11/2026
  1. INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população)Consultado em 03/11/2026.gov.br
  2. INCA, câncer de pele melanoma (versão para a população)Consultado em 03/11/2026.gov.br
  3. SBD, Áreas DermatológicasConsultado em 03/11/2026.sbd.org.br
  4. SBD, Câncer da peleConsultado em 03/11/2026.sbd.org.br

Normas citadas, com o trecho literal

  1. INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população), seção Diagnóstico: “Em algumas situações, é necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu.” nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026. gov.br
  2. INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população), seção Diagnóstico: “O diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, através de exame clínico.” nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026. gov.br
  3. INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população), seção Diagnóstico: “Alguns casos exigem um exame invasivo, que é a biópsia.” nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026. gov.br
  4. SBD, Áreas Dermatológicas, seção sobre câncer da pele: “usando o diagnóstico por imagens, exames não invasivos, como o mapeamento corporal total e a dermatoscopia digital, são medidas usadas para mapear áreas e lesões suspeitas, mesmo aquelas que nem podem ser vistas a olho nu.” nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026. sbd.org.br
  5. INCA, câncer de pele melanoma (versão para a população), seção Detecção precoce: “aponta sinais sugestivos de tumor de pele do tipo melanoma:” nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026. gov.br
  6. INCA, câncer de pele melanoma (versão para a população), seção Detecção precoce: “Na maior parte das vezes alterações como estas na pele não são causadas por câncer, mas é importante que elas sejam investigadas por um médico.” nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026. gov.br
  7. SBD, Câncer da pele, seção de proteção: “Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.” nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026. sbd.org.br
  8. INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população), seção Detecção precoce: “Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de pele não melanoma traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.” nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026. gov.br
  9. INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população), seção Detecção precoce: “Entretanto, é importante que todos estejam atentos a qualquer modificação na pele.” nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026. gov.br
  10. INCA, câncer de pele não melanoma (versão para a população), seção Detecção precoce: “de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.” nota, página ou campanha; não é norma; consulta de 03/11/2026. gov.br

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